Por 15 votos a 6, a Aleac aprovou na sessão desta quarta-feira, 16, projeto de lei do governo que cria um banco de horas para os policiais trabalharem fora de sua escala de serviço com remuneração que pode chegar a R$ 1.102,50 mensais. Com esta medida, a Secretaria de Segurança Pública poderá ampliar em 400 policiais o contingente que atua nas rondas preventivas e acabar com a prática de “bicos”. O projeto prevê que cada policial poderá trabalhar, voluntariamente, por um período extraordinário de até 70 horas/mensais recebendo R$ 15,75 por hora. Não poderão participar do banco de horas, entre outros, os policiais que estiverem respondendo a inquéritos, sindicâncias e processos administrativos. O líder do governo, Moisés Diniz (PC do B) e os deputados Walter Prado (PSB) e José Luis Tchê (PMN), da bancada de apoio, defenderam o projeto lembrando que atualmente os policiais já trabalham em horas de folga, fazendo “bicos” com remuneração menor, sem nenhuma segurança e concorrendo com vigilantes profissionais das empresas privadas. Os deputados da bancada de oposição – N. Lima (DEM), Donald Fernandes (PSDB), Idalina Onofre (PPS) e Chagas Romão (PMDB) pediram a palavra para defender a retirada do projeto usando praticamente os mesmos argumentos: ao trabalhar nos períodos de folga os policiais não prestariam um serviço de qualidade e ficariam sujeitos ao estresse, entre outras doenças, e com problemas de relacionamento familiar. “Um policial já trabalha no pico do estresse correndo atrás de bandido. É barra pesada! Queremos qualidade no trabalho. Colocar PM dormindo em cada esquina não resolve o problema da violência no Estado”, comentou Idalina. Fonte: Agência ALEAC
http://www.oriobranco.net/noticia.php?id=239
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