sexta-feira, 1 de abril de 2011
Indignação e mudança PMBA
Nesse momento, há policiais sendo julgados e, muitas vezes, tendo suas liberdades covardemente cerceadas, porquanto os foram lamentavelmente apresentados pelo destino, como inimigos, muitos conterrâneos negros e/ou pobres, vítimas da negligência governamental que os tem posto à margem da sociedade. Desse desleixo dos políticos, milhares de pessoas vivem em palafitas imundas, becos e vielas intransitáveis, sem o mínimo de saneamento, convivendo com os ratos e sem o básico necessário para o pleno exercício da “dignidade da pessoa humana”, prevista na constituição e na Declaração dos Direitos Humanos. No entanto, esses mesmos excluídos, quando são necessariamente tratados de forma ríspida por nós policiais, servem de “bode expiatório” para promoções políticas e sensacionalismo midiático, justamente alegando termos faltado com o respeito a essa mesma dignidade. Irônico, não é mesmo? “Olha lá o Policial batendo no menino/estudante/trabalhador”.
E ainda vem correntes de “poliçólogos” invadirem a seara da psicologia para falar que nossas atitudes agressivas são fruto da mentalidade machista que, segundo eles, nos inspira. Nisso eles se apegam para alegarem violência de nossa parte e nos mandarem para as grades do Batalhão de Choque ou, na pior das hipóteses, júri popular e sela comum, simplesmente para aumentar seus prestígios e intensões de voto.
Qual a maior agressão sofrida por esse povo? Excessos à parte (sabemos que eles existem), não se deve comparar o uso do tom firme de voz e força necessária esporadicamente usada ao abandono em que se encontra a indigente massa dos que vivem com fome e outras privações desde o nascimento. Há de se convir que o uso da força muitas vezes é de extrema necessidade, no país que a população ignorante fica entregue à sorte, e as leis são nitidamente avacalhadas em rede nacional pelos escândalos políticos transmitidos pelos telejornais. Mas eles sempre se esquivam do ônus da culpa. A câmera filma sempre o policial coercitivo, nunca a tragédia humana diária. A mídia é deles.
O nosso papel como Policiais Militares nesse circo é o de PALHAÇO. Somos os PALHAÇOS que, necessitados do dinheiro a mais no contracheque, fazemos o jogo deles, lotando as ruas de viaturas COM GIROFLEX LIGADO, em comboio, fazendo blitz, operação verão, Cooper, CTS, CHS e induzindo a população a dizer: “O Governador está trabalhando mesmo!”. Nos desgastamos nessas jornadas massacrantes de serviço diuturno justamente para pagar aquilo que é o básico para nossa segurança e de nossas famílias, mas que a nossa remuneração, sozinha, não nos permite comprar (meio de transporte próprio e moradia descente). No entanto, servimos sempre de veículo de manobra da opinião pública. Somos, junto com a mídia, o motor propulsor desse SISTEMA MISERÁVEL. Somos os PALHAÇOS que, pior que todas as coisas, tomamos um TIRO NO OLHO e perdemos a visão por um dos piores salários das Polícias do Brasil.
O fato é que, em pleno serviço de NAZIREU (serviço extra), o colega tomou um tiro, perdeu a visão e os demais foram PROIBIDOS de reagir pra não “dar merda”, ficando a cargo da Polícia Civil depois investigar. Isso é a mais pura e deslavada atitude covarde dos dirigentes dessa corporação. Evitou-se uma reação para não macular a IMAGEM DO GOVERNADOR. Isso é uma desgraça. Isso legitima tiros contra qualquer viatura a partir de agora, já que eles atiraram e não deu em nada. Quantos colegas irão morrer ao andarem pelas ruas de Salvador? Pode ser eu e pode ser você.
Se os Praças dessa Polícia tomam um TIRO NO OLHO, em pleno serviço EXTRAORDINÁRIO - para promover um Governador que é contra o aumento do nosso salário, diz que nós ganhamos demais pra o que fazemos e traduz em diversas outras frases o seu desapreço pelos membros dessa corporação, para que nós vamos continuar fazendo o jogo deles?
As jogadas políticas agora são patrocinadas por nossas vidas e integridades físicas. É o voto a qualquer custo.
Sei que todos nós precisamos de um dinheiro a mais, mas eu te peço: Se você é Policial Militar da Bahia e consegue se imaginar no lugar do colega que tomou um tiro no olho, façamos agora uma reação LEGAL e URGENTEMENTE NECESSÁRIA. Vamos tirar nossos nomes das escalas de servido extra pelo menos três meses, para que possamos dar a nossa resposta a esse sistema maldito. Vamos sair das ruas. Chega de promover aquele que nos oprime.
Façamos um esforço pra mudar.
Que se foda NAZIREU, COOPER, CHS, CTS, OPERAÇÃO VERÃO E RONDA NOS BAIRROS. Fiquemos nessa situação pelo menos três meses. O que está em jogo agora é nossa segurança e essa resposta pode repercutir na melhoria do nosso salário, defasado e humilhante. COMPANHIAS INDEPENDENTES, BPCHOQUE, CAVALARIA, ÁGUIA, RONDESP, RODOVÁRIA/TOR, GRAER, COPPA E BATALHÕES vamos nos unir para dar uma resposta.
Foi um ente da Família Policial Militar da Bahia que perdeu a visão. VAMOS AGIR AGORA.
Autor: Anônimo.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Publicado em: 19/11/2009 12:58:05 MENDONÇA RECEBE HOMENAGEM EM SALVADOR
O deputado federal Mendonça Prado recebeu em Salvador uma homenagem do deputado estadual baiano, o Capitão Tadeu (PSB), pelo trabalho que desenvolve com o objetivo de aprovar a PEC 300. Hoje de manhã foi realizada na Assembléia Legislativa da Bahia uma audiência pública, com a presença de alguns membros da Comissão Especial da PEC. À tarde, acontecerá uma caminhada partindo do Campo Grande.
No evento, o deputado explicou para sobre a tramitação da proposta que está em fase final na Comissão Especial. Na tarde de quarta, a Comissão Especial se reuniu mas não votou os destaques pendentes. Um deles de autoria do deputado Arnaldo Faria de Sá pede que o texto volte a equiparar os salários dessa categoria em todo o País com o dos PMs e bombeiros do DF, conforme o projeto original. Ele não concorda com o relatório do deputado Major Fábio que determina um piso de R$ 4.500. Houve uma vista conjunta dos deputados Andreia Zito, Arnaldo Faria de Sá, Átila Lins, Capitão Assumção, Eliene Lima, Emília Fernandes, Fernando Chiarelli, Francisco Tenório, João Campos, José Maria Filho, José Otávio Germano, Leonardo Monteiro, Luiz Couto, Marcelo Itagiba e Paes de Lira.
O deputado Mendonça Prado acredita que a PEC 300 tem força suficiente para atrair votos e ser aprovada. “A PEC 300 é campeã no número de acessos pela Internet na Câmara dos Deputados e em número de ligações no 0800, afirmou Mendonça, acrescentando que depois da Comissão Especial, a PEC vai a plenário para ser votada em dois turnos e em seguida para o Senado.
Por Carla Passos
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
RELATÓRIO DA PEC 300 APROVADO NA COMISSÃO
Os membros da Comissão Especial da PEC 300/2008 aprovaram na tarde desta terça-feira (17), o relatório do deputado Major Fábio (DEM-PB) que prevê um piso de R$ 4.500 para o policial militar. O texto original também equipara os salários dessa categoria em todo o País com o dos PMs e bombeiros do DF. No entanto, o relator da proposta retirou esse dispositivo por considerar que a Constituição veda a equiparação salarial.
O autor da proposta Arnaldo faria de Sá foi contra essa mudança e propôs um destaque que será votado nesta quarta-feira (18), que volte ao texto a equiparação com o salário da PM do DF em substituição ao valor específico definido pelo relator. “Não é inconstitucional porque a PEC já passou pela Comissão de Constituição e Justiça com o relatório muito bem escrito do deputado Mendonça Prado. A Comissão especial decide sobre o mérito, não sobre a constitucionalidade”, afirmou o autor.
O deputado Mendonça Prado disse que a comissão não deveria tomar essas decisões relativas aos destaques, às pressas na tarde de hoje. “Se não fosse Arnaldo Faria de Sá, o autor da PEC, não estaríamos aqui discutindo nessa comissão especial. As ponderações dele têm que ser bem avaliadas. E tenho a convicção que o deputado Major Fábio tem interesse de apresentar o melhor texto”, afirmou Mendonça na reunião.
A PEC 300 teve mais de 5 milhões de acessos no site da Câmara dos Deputados, o maior número de acessos de todos os projetos. A proposta deve ser votada, em dois turnos, pelo plenário da Casa ainda este ano. A expectativa dos defensores da PEC é que ela seja votada no plenário do Senado até o final do primeiro semestre de 2010.
18/11/09, 08:27 Comissão aprova a PEC 300. Hoje será definido o salário
O valor corresponde ao salário pago no Distrito Federal. Segundo o deputado Eliseu Aguiar (PTB), a PEC está saindo do Congresso para as ruas e está causando ansiedade entre a categoria.
"No Rio de Janeiro o salário é menor que R$ 1 mil e no Rio Grande do Sul é R$ 800. É muito baixo para uma categoria que trabalha tanto", comentou em entrevista por telefone ao Notícia da Manhã.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Aprovado relatório que cria piso salarial para a PM
A Comissão Especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 300/08 aprovou nesta terça-feira (17) o relatório que cria o piso salarial dos policiais e bombeiros militares, de autoria do deputado Major Fábio (DEM-PB). Segundo o deputado federal Eliene Lima (PP), único parlamentar mato-grossense na Comissão, resta agora votar os destaques na reunião que acontecerá nesta quarta-feira (18). De acordo com a PEC 300/08, o piso salarial nacional será de R$ 4,5 mil para policiais militares (PM) e bombeiros.
Eliene Lima alerta, no entanto, que os destaques retiram do texto a determinação do piso de R$ 4,5 mil e restabelece a equiparação salarial com os bombeiros e policiais militares do Distrito Federal. O texto original equipara os salários dessa categoria em todo o País com o dos PMs e bombeiros do DF.
Eliene Lima lembrou que a Constituição veda a equiparação salarial, por isso o deputado Major Fábio retirou esse item da proposta, no seu relatório, para que a PEC não seja prejudicada. "Não há como saber o salário exato dos vencimentos dos policiais militares no DF, porque as remunerações variam de acordo com a função exercida pelos policiais", explicou Eliene.terça-feira, 10 de novembro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
MENDONÇA TRAZ COMTE DA ROTA DE SÃO PAULO
Os deputados federais Mendonça Prado (Democratas/SE) e coronel Paes de Lira (PTC/SP) concedem entrevista coletiva à imprensa sergipana, na manhã da próxima sexta-feira, 30 de outubro, a partir das 8h, no auditório do Hotel Aquários. Também estão confirmadas as presenças dos também deputados federais Major Fábio (Democratas/PB) e Capitão Assumpção (PSB/ES) durante os atos de mobilizações pró-PEC 300/08 em Aracaju.
Além de esclarecer o processo de tramitação da PEC 300/08 na Câmara dos Deputados, a entrevista tem o objetivo de conclamar a sociedade sergipana para a caminhada: “PEC 300/08: uma questão de igualdade”, com concentração prevista para às 14h na Praça da Bandeira e para audiência pública que acontecerá a partir das 17h no plenário da Assembléia Legislativa de Sergipe.
O ato público é uma iniciativa das Associações Unidas da Polícia Militar de Sergipe e a audiência pública foi motivada por requerimento do deputado federal Mendonça Prado, com o intermédio do deputado estadual Antônio Passos (Democratas/SE).
A PEC 300/08 é Proposta de Emenda à Constituição Federal de autoria do deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP) que institui no país o piso nacional militar equiparado à remuneração já paga à corporação militar do Distrito Federal, beneficiando cerca de 700 mil policiais militares, bombeiros militares, ativos, inativos e pensionistas. A proposta precisa ser aprovada no plenário da Câmara dos Deputados em dois turnos e seguir para apreciação do Senado Federal.
POLICIAIS MILITARES PROMOVEM CAMINHADA EM FAVOR DA PEC 300
A emenda prevê que a remuneração dos Militares, Bombeiros Militares e Inativos dos Estados da federação não seja inferior a da Policia Militar do Distrito Federal. Por conta disso, é importante a presença não só dos Militares, mas também a participação dos seus familiares.
Os organizadores esperam contar com a presença de todos para que possam conquistar mais uma vitória. O Deputado Federal e relator da PEC 300 o Major Fábio e alguns membros da comissão estarão presentes à caminhada que sairá do Clube dos Sargentos em direção a Avenida Siqueira Campos até a Praça da Faculdade.
“A sua presença será muito importante, a luta é nossa e a vitória é de todos. Juntos Seremos Forte.”
Policiais da Caatinga patrulham ruas de Salvador

Criada em 2001, a polícia da caatinga é uma das tropas de elite da Policia Militar em regiões estratégicas da Bahia. Os policiais militares que a compõem são tidos como os mais preparados para o combate ao narcotráfico, quadrilhas especializadas em assaltos a bancos e carros-fortes. Diferentemente dos demais grupamentos colocados nas ruas pela PM, eles utilizam uniformes e viaturas camuflados para dificultar a visualização, fuzis 762 e 556 de longo alcance, armas de calibre ponto 40 (pistolas e metralhadoras), além de treinamentos rigorosos. Desde o feriado de Sete de Setembro, quando Salvador foi tomada pela onda de violência, soldados do Comando de Policiamento Especializado da Caatinga reforçam a segurança na capital. Mas a atuação do grupo é controversa. Em algumas regiões onde esses policiais atuam, as comunidades queixam-se de atuação violenta. A fama levou à popularização do jargão: “Pai faz, mãe cria e Caatinga mata”. “É claro que fazemos abordagens mais duras devido à área de atuação, mas isso tudo é mito”, desmistifica o major Anselmo Moreira Bispo, coordenador da Caatinga.